Sexta-feira, Agosto 05, 2005

Enfio o dedo goela abaixo como se tentasse arrancar a alma que atormenta. Talvez virar-me ao avesso, como se meu verso para sempre acalmasse o corpo. E me pergunto se a sombra desse relato vale o sol, que por esse caminho torto, me segue, me seca e me arde. Foi na rotina dos corpos que o meu se fez dolorido. Dor que não cessa, incansável, rasga a carne que lhe resta, atravessa o corpo e aguarda sentada em teus ombros a derradeira hora ─ tua morte.

3 comentários:

Josnei Di Carlo Vilas Boas disse...

Amanhã lhe escrevo (parece um mantra, né?), hoje dou uma olhada em seu blog. Não tenho nada a dizer dele, mas dos poemas sim: gostei - alguns já conhecia, outros não. Aliás, quando estava em Curitiba ia falar com você sobre a possibilidade do blog ser um instrumento de divulgação, entretanto não lhe falei nada porque simplesmente me esqueci. Minha idéia era outra: não só divulgar poemas mas impressões de leituras, de filmes, etc. Também ia lhe passar alguns endereços de blog, entre eles o do autor de A MÁQUINA PELUDA. Depois, por e-mail, passo eles para você.
Falou!

dc disse...

Fábio,

Estou afim de pôr o poema desta postagem no meu blog, pois ele combina com alguns que estou pondo ultimamente. Sei que você me permite mas queria saber como você quer que eu o publique: justificado, sem deslocamento, como OS ILUDIDOS, de Juan Gelman, ou com, como os meus EMPLASTROS.

Aguardo!

fábio pendiuk disse...

faça do seu jeito, do jeito que vc quiser.