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então eu era o nada
.......................(entre os vãos:
a peça invisível da casa)
o silêncio
...........à marge da mobília.
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Domingo, Novembro 22, 2009
Quinta-feira, Agosto 20, 2009
Segunda-feira, Novembro 10, 2008
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apenas quatro paredes
para sempre os mesmo atores:
atuava-se em cores cinzas,
vestiam-se de sentimentos brancos
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apenas quatro paredes
para sempre os mesmo atores:
atuava-se em cores cinzas,
vestiam-se de sentimentos brancos
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Segunda-feira, Junho 02, 2008
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era o cheiro da cidade
talvez
........de praga
e me devoravam
....................kafkas
amareladas
..............noites da memória
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era o cheiro da cidade
talvez
........de praga
e me devoravam
....................kafkas
amareladas
..............noites da memória
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pensei ter ouvido o canto
.....................de uma ave imensa
.................................na árvore das manhãs,
mas amanhecera
e nada havia que anunciasse o dia.
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pensei ter ouvido o canto
.....................de uma ave imensa
.................................na árvore das manhãs,
mas amanhecera
e nada havia que anunciasse o dia.
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Sábado, Fevereiro 10, 2007
Terça-feira, Outubro 10, 2006
Domingo, Setembro 10, 2006
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─ estante das noites enfileiradas,
as paredes do quarto:
universo.
céu de frases feitas,
edição clara de luar imenso.
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─ estante das noites enfileiradas,
as paredes do quarto:
universo.
céu de frases feitas,
edição clara de luar imenso.
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Segunda-feira, Abril 24, 2006
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...........................................à medida do meu corpo
......................................a memória tece um edifício
................................................(guardada sombra,
........................................minha tragédia iminente)
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...........................................à medida do meu corpo
......................................a memória tece um edifício
................................................(guardada sombra,
........................................minha tragédia iminente)
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Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006
.
tema monocromático
palavra lápide
─ imensas esculturas em carvão;
(lugar)
onde o sol nasce a oeste
e o norte
.............não é real.
terra de limites:
lá,
onde transgride o infinito.
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tema monocromático
palavra lápide
─ imensas esculturas em carvão;
(lugar)
onde o sol nasce a oeste
e o norte
.............não é real.
terra de limites:
lá,
onde transgride o infinito.
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Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006
Quarta-feira, Dezembro 07, 2005
.
.quan
.do
.o
-de
.sejo
.lhe
-as
.salta
.o
-ven
.tre
.e
.o
-fri
.o
.lhe
-cor
.re
.as
-co
.xas
-nin
.guém
.vê
.no
-es
.curo
.um
-cor
.po
.ou
-ma
.is
-cor
.pos
-en
.tre
-nos
.sas
-for
.mas
-obs
.cenas
.
.quan
.do
.o
-de
.sejo
.lhe
-as
.salta
.o
-ven
.tre
.e
.o
-fri
.o
.lhe
-cor
.re
.as
-co
.xas
-nin
.guém
.vê
.no
-es
.curo
.um
-cor
.po
.ou
-ma
.is
-cor
.pos
-en
.tre
-nos
.sas
-for
.mas
-obs
.cenas
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Terça-feira, Agosto 30, 2005
.
.
Ser
....faca
em tua alma
─ servir o gozo
ao ferro dos homens;
fiel ao teu desejo.
Princípio
em tua arte:
máxima
dos sentidos.
.
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Ser
....faca
em tua alma
─ servir o gozo
ao ferro dos homens;
fiel ao teu desejo.
Princípio
em tua arte:
máxima
dos sentidos.
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Terça-feira, Agosto 23, 2005
Quinta-feira, Agosto 18, 2005
sou eu
olho de vidro
estilhaçando no concreto
(em mil pedaços o real)
─ fragmentos do dia
no caledoscópico movimento da noite.
e esse ser que me pisa?
passa
e triplica meus cacos
olho de vidro
estilhaçando no concreto
(em mil pedaços o real)
─ fragmentos do dia
no caledoscópico movimento da noite.
e esse ser que me pisa?
passa
e triplica meus cacos
Sexta-feira, Agosto 05, 2005
Percorre a sombra
levemente inclinada,
aponta o oriente.
Leve toque sobre a superfície;
sutil.
Movimento lento,
quase calma;
quase
silêncio.
Algo se agita
─ espelhos flagram o vulto de Varèse;
são os limites deste céu,
as paredes do poema.
Cego,
tateia o poeta
a luz corredor adentro.
levemente inclinada,
aponta o oriente.
Leve toque sobre a superfície;
sutil.
Movimento lento,
quase calma;
quase
silêncio.
Algo se agita
─ espelhos flagram o vulto de Varèse;
são os limites deste céu,
as paredes do poema.
Cego,
tateia o poeta
a luz corredor adentro.
Enfio o dedo goela abaixo como se tentasse arrancar a alma que atormenta. Talvez virar-me ao avesso, como se meu verso para sempre acalmasse o corpo. E me pergunto se a sombra desse relato vale o sol, que por esse caminho torto, me segue, me seca e me arde. Foi na rotina dos corpos que o meu se fez dolorido. Dor que não cessa, incansável, rasga a carne que lhe resta, atravessa o corpo e aguarda sentada em teus ombros a derradeira hora ─ tua morte.
Quarta-feira, Junho 02, 2004
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aberto
em cortes de palavras
como quem despresa
...........................teu vazio
e vai te encher com as próprias horas.
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aberto
em cortes de palavras
como quem despresa
...........................teu vazio
e vai te encher com as próprias horas.
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Segunda-feira, Abril 05, 2004
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